segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ivy League - O Dia XVIII - A crónica


Como habitualmente aqui ficam os vinhos em jogo, pela ordem de serviço e da fotografia com os respectivos seleccionadores:


Markus Molitor Zeltinger Sonnenuhr Auslese Riesling Trocken 1999 (Mosel) – Alexandre Braga

Château Rieussec 1989 (Sauternes) – Jogador 1 do Miguel Braga

Château Suduiraut 1989 (Sauternes) – Jogador 2 do Miguel Braga

Martín Códax Gallaecia Albariño Vendimia Serodia 2004 (Rias Baixas) – Luís Pereira

Louis Latour Perrières Premier Cru 2007 (Meursault) – Jogador 1 da Isabel Braga

Yves Boyer-Martenot Charmes Premier Cru 2001 (Meursault) – Orlando Costa

Luís Pato Vinha Formal Branco 2003 (Beiras) – Pedro Sousa

Saint Clair Pioneer Block 5 Pinot Noir 2007 (Marlbourough) – Hildérico Coutinho

Kracher Traminer Nummer 1 Trockenbeerenauslese 2000 (Burgenland) – André Antunes

Falesco Pomele 2002 (Lazio) – Jogador 2 da Isabel Braga

MENU

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Carpaccio de espadarte com vinagreta de pimentos e curgete

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Foie gras com banana caramelizada e puré doce de marmelo

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Magret de pato com crepe de alecrim e açafrão, gelado de citrinos e verduras, legumes estufados

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Tarte de amêndoa com morango em caramelo de laranja

É claro que um menu destes só poderia desencadear esta sequência de brancos, não fora um gesto de ousadia da minha parte, na verdade, mais para saber como se como se encontra o vinho do que acreditando numa maridagem de excelência … Apesar disso, o seu 6º lugar geral não se deve apenas ao valor do vinho, mas também à boa harmonização conseguida e eventualmente, beneficiando de algum cansaço de vinho branco por parte dos provadores, mas a nota mais agradável para mim foi ter conseguido ouvir palavras elogiosas a um Pinot Noir da boca do Alexandre. Que bem que soube! É que este é de facto um dos melhores Pinot que encontrei até hoje fora da Borgonha e com um preço bem mais simpático. Ainda se encontra muito novo, na linha dos seus congéneres franceses, que com esta idade são geralmente umas crianças.

Desta vez, e por acharmos ser ridículo tentar adivinhar qual era qual dos Sauternes envolvidos, apenas fizemos prova cega dos três brancos que se poderiam confundir, os dois Meursault e o Bairrada, mas afinal apenas um dos comensais se baralhou, isto apesar do branco nacional ser melhor que os que qualquer dos franceses para seis de nós e de ter ganho confortavelmente em termos gerais com um 3º lugar, contra um 7º lugar do Latour, que estava muito novo, e o 10º do Boyer-Martenot que apesar de suscitar muitas expectativas se ficou por isso mesmo, apresentando-se cansado, com aromas metálicos ferrosos e sem grande persistência. Será que tenho azar ou é mesmo habitual um Meursault com 10 anos estar passado? E neste caso até estamos a falar de um Premier Cru … Alguém mais experiente nos pode ajudar a responder?

Em nono lugar ficou um vinho que me agrada particularmente, um vinho 100% Alvarinho, do lado de lá da fronteira, colheita tardia mas seco, com alguma podridão nobre e que apenas é produzido duas a três vezes em cada década, exactamente nos anos em que a tal podridão é conseguida. Gosto do vinho por ser melado, com frutos secos a alguma fruta tropical, apesar de lhe faltar alguma acidez, que lhe daria maior frescura e final de boca.

Em oitavo, ficou um vinho de mais uma casta que poderemos colocar nos nossos currículos, trata-se da casta Aleatico, alegadamente vinda da Grécia e se tem vindo há já uns séculos a adaptar ao clima e aos terrenos em redor do lago Bolsena a norte de Roma. É um vinho interessante e agradável para quem nunca provou um vinho tinto colheita tardia, mas como já tive oportunidade de provar algumas coisas que os espanhóis fazem com a Garnacha ou Grenache Noir se quisermos ser mais rigorosos, não posso deixar de o catalogar simplesmente como simpático!

Em quinto lugar ficou o Riesling, aquela casta que é muito provavelmente a preferida deste grupo, mas que desta vez e apesar dos seus simpáticos 10 anos, se quedou nesta posição. Creio que tal se ficou a dever a um final de boca mediano e à falta de melados que atenuassem a presença bem notória dos aromas e sabores petrolados.

No quarto, que não me importava fosse o de minha casa, ficou o outro branco doce desta jornada, um Kracher da linha Nouvelle Vague e mais uma casta para colocarmos no peito, uma casta cujo nome sugere ter a ver com a Gewürztraminer, que é aliás o nome utilizado em muitos dos países do novo mundo para a ela se referirem. Não é o caso desta vez, pois esta é uma variante da Gewürtz, menos exuberante e mais pálida que esta, que para alguns significa menos enjoativa. Este exemplar mostrou-se bom mas não o suficiente para ofuscar os vinhos da noite, um par de 1989 vindos da doce região de Bordéus, Sauternes, de duas casas com a classificação de Premier Cru e simultaneamente das mais conceituadas da região, que produzem com alguma frequência vinhos de qualidade superior ao grande ícone da região, o Château d’Yquem, que fica aliás em frente ao Rieussec. Neste embate de titãs a vitória tangencial ficou para Suduiraut, mas estou convencido que isso apenas aconteceu por todos acharmos que o vinho ainda tem muitas pernas para andar, ao contrário do Rieussec que se mostrou já algo cansado, mas mostrando também uma complexidade que o outro não tinha, sendo pois para mim o vinho da noite. Que bom seria provar este Suduiraut daqui a 10 anos… Qui sapit?

Abertas as inscrições para a próxima jornada:

Data: 19 de Dezembro de 2011

Hora:20h30

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Jantar enogastronómico com Cristiano Van Zeller



Caros amigos,

É com muito orgulho e prazer que vos anuncio a presença do senhor da foto acima, um dos nomes mais sonantes do Douro e um dos principais impulsionadores da qualidade que agora todos atestam nos vinhos do Douro. É, além disso, uma das pessoas mais fascinantes que conheci no mundo dos vinhos e um excelente contador de histórias, ou serão estórias como agora se diz? Bom, seja como for, uma coisa é certa, não podem perder este jantar que, terá como aliciante mor os néctares a serem servidos nessa noite. São só (!), alguns dos melhores vinhos do Douro e por consequência de Portugal e onde não posso deixar de destacar os dois vinhos que mesmo em prova cega pontuo habitualmente muito bem, o Quinta do Vale D. Maria e o já mítico CV, ambos tintos e ambos portentosos, com uma profundidade que eu diria inacreditável não fora os estar a beber…

Vejam então o que espera os primeiros a correrem para reservarem uma mesa:

Carpaccio de vieiras com cebola roxa, maçãe verdes e pimentos vermelhos

Van Zellers Branco 2010

Atum com puré de batata trufada

VZ Branco 2010

Nispo de maronesa em cama folhada com legumes da horta

Van Zellers Tinto 2009

Qta. Do Vale D. Maria Tinto 2008

Cordeiro assado com arroz de açafrão e enchidos

Qta. Do Vale D. Maria Tinto 2009

CV Tinto 2009

Panna cotta vermelha com doce de chocolate

Porto Ruby Reserva Lote nº 09

Data: 22 de Novembro de 2011

Hora: 20h30

Preço: 40,00€ pax

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ivy League - O Dia XVII - A crónica

Billecart-Salmon Cuvée Elisabeth Salmon Brut Rosé 2000 (Champagne) – Jogador 1 do Alexandre Braga

Château-Fuissé Vieilles Vignes - Chardonnay - 2008 (Bourgogne) – Jogador 2 do Alexandre Braga

Eileen Hardy Chardonnay 2004 (Tasmania - Yarra Valley - Tumbarumba) – Orlando Costa

Protos Crianza 1994 (Ribera del Duero) – Luís Maia

Vega-Sicilia Unico 1989 (Ribera del Duero) – Miguel Braga

Marquesa de Cadaval 2003 (Ribatejo) – Hildérico Coutinho

Vinhas da Ira 2004 (Alentejo) – Isabel Braga

Château La Louvière 2000 (Bourdeaux) – Jorge Silva

Royal Tokaji Betsek 5 Puttonyos 1990 (Tokaji - Hungria) – Pedro Sousa

Estes foram os jogadores e os respectivos seleccionadores pela ordem em que foram servidos como documenta a foto.

O título desta crónica bem poderia ser “A Injustiça” como sugere o Pedro Sousa, mas creio que “Desilusão e queda de um ícone” se adequa melhor. Temo no entanto, que após a leitura destas linhas, alguns de vós digam, estes parolos, dar pérolas a … (vocês sabem o resto) é uma grande lástima e outros vão dizer que provar um vinho dessa magnitude em prova cega é um crime! Aceito a crítica e no entanto, os moldes como fomos construindo esta Ivy League, leva-me a rejeitar qualquer possível alteração do modus operandis.

É que apesar de tudo, é exactamente assim que se pode ver até que ponto os nomes influenciam a procura, que por sua vez inflaciona os preços e que por fim põe em sentido os críticos e enófilos de todo o mundo. De facto, o Veja Sicília Único, o topo de gama da casa, que provámos, tinha acabado de receber 100 pontos de um blogger português e era pois mais um ponto na elevada expectativa que este vinho mítico sempre desperta. Numa coisa todos concordamos com ele, o vinho, apesar dos seus 22 anos, ainda se apresenta muito jovem, não sabemos é se para mais vinte como ele afirma. Infelizmente ficou-se por aí a nossa concordância, já que foi dos vinhos menos apreciados da noite (8º lugar) só superado nesse infeliz galardão, pelo vinho que apresentei e muito provavelmente apenas por apresentar aromas a suor de cavalo. No entanto, um outro aspecto positivo tem de se lhe reconhecer. É aliás, uma das maiores qualidades que eu posso encontrar num vinho, a personalidade camaleónica. Contudo, fruto do ataque inicial do vinho, nem todos tiveram a oportunidade de ver essa característica, pois pura e simplesmente deitaram-no fora! Eu não cometi esse erro e tive a oportunidade de o ver transfigurar-se para muito melhor, mas ainda assim, abaixo de quase todos os outros em prova. Precisaria me muito mais tempo? Talvez, mas quem pensaria fazer uma decantação de horas a um vinho com esta idade?

Desilusão e queda de um ícone como em queda parece estar a família que detém esta propriedade envolvidos que estão, numa guerra fratricida! Felizmente, nestas provas costuma haver quem, com estas quedas, tenha a oportunidade de voar para níveis que porventura julgaria impossível de fazer. Foi o caso desta vez, do vinho tinto mais barato da prova, mas ainda assim o melhor deste produtor, aliás um senhor com S muito grande e cheio de histórias de encantar, como a sua personalidade. Falo de Henrique Uva, um produtor numa das regiões mais quentes do Alentejo, Beja, que com a ajuda do portuense Pedro Hipólito consegue fazer vinhos bem mais frescos do que a grande maioria dos vinhos da região. Este Vinhas da Ira de 2004, nome lindo a evocar um grande livro, elaborado exclusivamente com a casta Alicante Bouschet (erro indicado e bem pela Olga pois o vinho é elaborado com uva do Talhão 25, maioritariamente da casta Alfrocheiro, que felizmente também gosto muito e por isso o resto da frase quase se podia manter ...) demonstrando aqui o porquê de ser a minha preferida no Alentejo, apresentou-se a um nível tão elevado que todos pensavam tratar-se do Único. Apresentou-se fresco e poderoso, elegante e complexo, impactante e sedutor. Numa palavra: delicioso. Ficou, como seria de esperar pelas minhas palavras, em 1º lugar, sendo o preferido de cinco dos comensais.

Falava atrás, do vinho que apresentei e que ficou em último lugar pelos motivos apresentados, foi mais uma desilusão. A Marquesa e a Revista de Vinhos deixaram-me ficar mal, é que este vinho tinha tido um dos prémios de excelência que anualmente esta revista distribui a uns poucos eleitos, vá-se lá saber o porquê deste!

Não sei se por alguma, duvidosa, evolução do palato, se por deficiência, de facto, do vinho de sobremesa apresentado, a verdade é que mais uma vez, não foi um vinho doce a ganhar e este por sinal até ficou num lugar mauzinho para um vinho deste género, 6º lugar. Bela acidez mas pouca untuosidade e doçura para tal intensidade. Desequilibrado e foi mesmo considerado o pior vinho da noite pelo Alexandre.

O Jorge bem tenta converter-nos a Bordéus, mas adivinha-se tarefa inglória, pior ainda quando trás um desclassificado para essa tarefa. Ficou em 7º lugar sendo apreciado apenas por uma pessoa, o Luís Maia que lhe deu o segundo lugar.

Acabemos os tintos com um dos melhores da noite e que eu pensaria ser o que maior probabilidade tinha de ter suor de cavalo, afinal foi o primeiro tinto a ser servido por ser o mais suave, mas também muito equilibrado, com aromas a especiarias, a terra e cogumelos. O seu 3º lugar diz tudo acerca do quão apreciado foi e o Jorge bem pode deixar de apostar em Bordéus e passar a apostar em Ribera del Duero, já que foi o vinho de que mais gostou.

Finalmente um champanhe daqueles que lamentamos não ser double magnum. Uma delícia de champanhe este rosé da Billecart, que foi criado em homenagem a Elisabeth Salmon, esposa de Nicholas Francois Billecart, os fundadores desta casa em 1818. Aromas deliciosos a frutos vermelhos com manteigas e fermentos a complexarem o nariz e a mousse, na boca, extinguindo-se suave e lentamente. 4º lugar.

E por último, os dois Chardonnay, um do “Novo Mundo”, da Tasmânia, a zona mais fria da Austrália, e outro do “Velho Mundo”, de Mâconnais, a região menos conceituada da Borgonha em termos de brancos, mas da sua melhor sub-região, Pouilly-Fuissé, que produz apenas brancos, onde o conceito de Premier Cru não existe, mas onde se diz que os melhores costumam vir das vinhas à volta de Fuissé. Escusado será dizer de onde vem este Château-Fuissé com o extra de as uvas virem de vinhas velhas, com mais de 30 anos e a maioria já a rondar os cem anos, e de o vinho fermentar em barricas de carvalho em contacto com as suas películas, que lhe dá uma maior untuosidade e expressividade. Estagia depois em barricas de carvalho francês por um ano antes de ser engarrafado. A qualidade da madeira é notável e facilmente identificável no nariz que associado a fruta branca madura e uma mineralidade sadia, quero com isto dizer, não metálica, é encantador. A boca não o é menos e onde a única nota negativa é a juventude deste vinho. 2º lugar geral sendo no entanto o preferido para a Isabel e para o Orlando.

Apesar de haver quem dissesse que o Eileen Hardy poderia ser facilmente confundido com um vinho da Borgonha, a verdade é que só uma pessoa se enganou e, talvez por ter sido servido depois do francês, a mim não me parecia ser passível de enganos. Aliás, havia um aroma, muito associado aos países mais quentes, a azeitona, que nesta prova, ao contrário de outras vezes, me incomodou. O 5º lugar deve-se exactamente a esse aroma e sabor incomodar alguns de nós.

Uma nota final de parabéns ao Pedro e à Isabel que foram os mais acertados, com 5 acertos em 7 e ao Chefe Rui Tomé que está a substituir o João Mota com dedicação e qualidade similar, pois o jantar esteve muito bem conseguido com destaque, pela minha parte, para os lombinhos de porco, onde tudo estava bem e combinaram na perfeição.

MENU
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Triângulo folhado de salmão e queijo brie com redução de laranja
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Lombinho de porco com castanhas e batatas assadas, esparregado de grelos
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Cordeiro assado com arroz de açafrão e enchidos
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Fondant de leite

Data: 16 de Novembro de 2011
Hora: 20h00
Preço: 30,00€

Próxima jornada: 29 de Novembro de 2011 à hora do costume no sítio do costume.

domingo, 13 de novembro de 2011

Menus para o Natal de 2011

Caros amigos,

O Natal está aí e a necessidade e a vontade de estar durante uma noite com os amigos ou com os colegas com quem trabalhamos o ano inteiro mas com quem não partilhamos uma noite que seja começa a ser premente. Para que isso, além de se tornar realidade, possa ser agradável, e, como os tempos exigem, pouco dispendiosa, vamos propor-vos alguns menus preparados com todo o carinho pelo nosso Chef Rui Tomé.

Como bem sabe a maioria dos nossos clientes, os vinhos não são um mistério para nós e existe a possibilidade, vivamente aconselhada, de acompanhar cada prato com um copo de vinho harmonizado. O acréscimo é de 7,00€ nos menus de três pratos e de 10,00€ no menu de quatro pratos. Estamos, contudo, sempre disponíveis a que os clientes tragam os seus próprios vinhos, com a nossa taxa de rolha habitual e original: um copo para a casa para que assim possamos brindar convosco.

MENU GASPAR

(Três pratos: 15,00€ pax)

Entrada

Tosta de queijo de cabra com frutos secos e mel

Prato Principal

(escolher 1)

Risotto de bacalhau e rúcula

Peito de peru em molho de laranja com arroz basmati

Lentilhas com ovo escalfado e azeite de trufa

Sobremesa

(escolher 1)

Rabanadas miniaturas em calda de açúcar

Panna cotta com couli de frutos vermelhos

Queijo das ilhas com marmelada caseira

Café

MENU BELCHIOR

(Três pratos: 20,00€ pax)

Entradas

(escolher 1)

Tosta de queijo de cabra com frutos secos e mel

Quiche de bacalhau e espinafres

Prato Principal

(escolher 1)

Risotto de bacalhau e rúcula

Peito de peru em molho de laranja com arroz basmati

Lentilhas com ovo escalfado e azeite de trufa

Filetes de pescada em crosta de ervas com estufado de feijão-preto e arroz basmati

Porco recheado com ameixa com puré de maçã e castanhas salteadas

Risotto de tomate seco e azeitona preta

Sobremesa

(escolher 1)

Rabanadas miniaturas em calda de açúcar

Panna cotta com couli de frutos vermelhos

Queijo das ilhas com marmelada caseira

Fondant com creme frio de baunilha

Café

MENU BALTAZAR

(Quatro pratos: 25,00€ pax)

Entradas

(escolher 1)

Tosta de queijo de cabra com frutos secos e mel

Quiche de bacalhau e espinafres

Carpaccio de polvo com vinagreta de pimentos

Prato de Peixe

(escolher 1)

Risotto de bacalhau e rúcula

Filetes de pescada em crosta de ervas com estufado de feijão-preto e arroz basmati

Bacalhau em pão de lenha

Prato de Carne

(escolher 1)

Peito de peru em molho de laranja com arroz basmati

Porco recheado com ameixa com puré de maçã e castanhas salteadas

Coxa de pato confitada com puré de maçã assada e batata gratinada

Prato Vegetariano

(Alternativa aos sugeridos anteriormente. Escolher 1 ou 2)

Lentilhas com ovo escalfado e azeite de trufa

Risotto de tomate seco e azeitona preta

Lasanha de legumes

Sobremesa

(escolher 1)

Rabanadas miniaturas em calda de açúcar

Panna cotta com couli de frutos vermelhos

Queijo das ilhas com marmelada caseira

Fondant com creme frio de baunilha

Terrina de chocolate com gelado de tangerina

Café

Contactem-nos através do q.v.quovadis.2009@gmail.com ou do 224049027.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Curso de Prova de Vinhos (Nível I)

Como poderão perceber, pela imagem escolhida, nós amamos o vinho em todas as suas vertentes e diferentes formas de se apresentar. É por isso, que não desistimos de tentar mostrar-vos este mundo maravilhoso, que, apesar de estar em todo o lado, nos passa ao lado, no que à componente cultural e intelectual diz respeito. Significa isto, que teríamos imenso gosto em alterar a vossa forma de beberem vinho e preparámos o curso da forma que poderão ver abaixo exactamente para que possam continuar a praticar por vós próprios, sendo que neste caso, como em muitos outros, a partilha e a prova conjunta permitirão uma evolução bem mais rápida e mais ainda, muito mais divertida:

Iniciação à Prova de Vinhos - Nível 1

  • O vinho – teoria – os estilos e o processo de vinificação
  • Conhecimentos básicos de enologia
  • O sistema de prova
  • Os vinhos brancos e as castas mais apreciadas internacionalmente com destaque para a Chardonnay, Sauvignon Blanc, Riesling, Viognier, Pinot Grigio, Gewürztraminer, Grüner Veltliner, Torrontés e Alvarinho.
  • Os vinhos tintos e as castas tintas mais conceituadas e valorizadas internacionalmente a começar na Cabernet Sauvignon e Merlot, continuando pela apaixonante Syrah, a difícil Pinot Noir, as peculiares Sangiovese e Malbec, terminando nas nossas mais familiares Tempranillo e Touriga Nacional.

Preço: 80,00€

Local: Restaurante Quo Vadis? em Matosinhos

Datas: 14, 21 e 28 de Novembro

Hora: 19h00 - 21h30 (aprox.) Possibilidade de jantarem com os formadores e continuarem assim a poderem discutir tudo o que quiserem acerca do mundo dos vinhos e não só... Garantidos bons momentos de disposição!

Formadores: Hildérico Coutinho/Luís Maia/Pedro Mota

Inscrevam-se através do e-mail: q.v.quovadis.2009@gmail.com ou do telemóvel 936055313.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Apoel - Porto no dia dos mortos

Esperemos que não seja o dia dos finados para o Vitor Pereira e restante equipa técnica.
Vamos lá Porto ganhar a estes cipriotas que mais parecem gregos.
Para ajudar, o já tradicional churrasco misto com arroz, feijão-preto, farofa e couve mineira por apenas 10,00€ por pessoa e para a regar podem beber caipirinhas e afins por apenas 2,50€.
Que esperam para se juntarem a nós?

Inscrevam-se!
e-mail: q.v.quovadis.2009@gmail.com
telefone: 224049027

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Ivy League - O Dia XVI - A Crónica

Segue, como habitualmente, a lista dos jogadores e respectivo seleccionador, desta vez com um jogador a menos por uma falta de última hora e seguindo a ordem da foto, da esquerda para a direita:

Gosset Grande Reserve NV (Champagne) – Jogador 1 do Alexandre Braga (6º lugar)

Bohrmann Meursault “Meix Chavaux” 2008 (Borgonha) – Jogador 2 do Alexandre Braga (3º)

Ballot Millot Meursault Genevrieres 1er Cru (Borgonha) – Isabel Braga (2º)

Domaine de Beaurenard 2005 (Chateauneuf du Pape) – Orlando Costa (7º)

Viña al lado de la casa 2005 (Yecla) – Pedro Sousa (5º)

Gouvyas Cuvée OP 2000 (Douro) – Hildérico Coutinho (4º)

Michele Chiarlo Barbera d’Asti 1997 (Piemonte) – Luís Pedro Maia (8º)

Château Climens 1er Cru 1976 (Sauternes-Barsac) – Miguel Braga (1º)

Que serviram e bem para acompanhar o menu seguinte:

ENTRADA

Canelone de moiro, queijo feta e abacaxi

PRATO DE PEIXE

Filete de cavala grelhada com funcho e molho romesco de laranja

PRATO DE CARNE

Lombinhos de porco preto com esponja de pistácio e batata frita às rodelas em azeite

SOBREMESA

Espuma de manga, iogurte e framboesa

Preço: 30,00€

Hora:20h00

Data: 2 de Novembro de 2011

O título para esta jornada da Ivy League sugerido e bem pelo Pedro Sousa poderia ser: A Troca.

É curiosamente o título de um livro de um autor de que gosto muito, David Lodge que recomendo vivamente, e tal como no livro originou confusão, mas neste caso, garante o Paulo, que nos serviu e que foi quem escolheu a ordem de serviço é mais uma pretensa troca…, mas deixem-me tentar explicar:

Tal como das outras vezes, os vinhos foram servidos às cegas, sabendo nós quais os vinhos que estavam em jogo mas sem saber a ordem pela qual eles estavam a ser servidos. Acontece que desta vez, ao arrepio das regras do jogo, o Sr. Luís Pedro Maia resolveu provar o seu vinho antes do tempo e nem as suas boas intenções o desculpam (de que aliás está o inferno cheio), apesar de serem de facto boas, pois ele apenas se quis certificar que o vinho se encontrava em boas condições, tendo trazido um segundo para o substituir caso isso não acontecesse.

O problema foi que a seguir ele não o reconheceu e a confusão instalou-se porque todos esperavam uma maior acidez no vinho italiano do que no vinho duriense. Isto apesar de ninguém conhecer suficientemente a casta barbera e menos muito a que vem de Asti. Pela minha parte, resolvi ter uma atitude mais racional e falhei, pois também eu fui pela acidez em vez de ir pela cor do vinho, que o italiano tinha mais evoluída como se esperava aliás. No entanto ao estudar a casta ainda mais isto se complica, pois esta casta é utilizada para dar cor a alguns nebbiolo e é caracterizada por uma enorme acidez, mais evidente ainda nos vinhos mais baratos que esta casta proporciona em grande escala. Não é certamente o caso deste vinho mas cujo contra rótulo aconselhava a ser bebido 3 ou 4 anos após a colheita! E esta hem?

Continuando nos tintos, o Gouvyas, que foi loteado pelo Olivier Poussier e vencedor do concurso para melhor somellier do mundo em 2000, apresentava de facto uma acidez surpreendentemente intensa com aromas terciários bem agradáveis como o tabaco, terra ou cogumelos. Para o meu gosto era no entanto um pouco desequilibrado e apesar de a maioria ter preferido este eu preferi a suavidade e equilíbrio do vinho de Yecla, uma região quente de Espanha pouco considerada, onde em colaboração com as Bodegas Castaño o mediático Quim Vila, um dos gurus do vinho em Espanha, resolveu produzir este vinho contra a corrente usando as castas Monastrell, Cabernet Sauvignon, Syrah e Garnacha Tinturera (a “nossa” Alicante Bouschet).

Mas como poderão ver pela classificação final dos vinhos, esta foi uma noite de brancos, com o que veio da casa nova do papa a mostrar-se já demasiado evoluído, com aromas ferrosos a chatearem a prova, mas com dois belíssimos Borgonhas da região de Meursault a mostrarem o porquê de serem tão elogiados, com o Bohrmann a apresentar-se mais equilibrado e com uma madeira mais suave, mas também com uma mineralidade mais metálica a lembrar vagamente os Chablis. Foi no entanto o 1er Cru a puxar pelos galões e a levar a palma com uma madeira mais tostada mas de grande qualidade e com um final de boca a apresentar-se profundo e persistente quanto baste.

Ia já a embalar para o grande final e quase me esquecia de falar do champanhe, como é possível? Bom, creio que é possível quando o champanhe apesar de bom e de vir da que se diz ser a mais antiga casa de Champagne, não é assim tão genial e por o final ter tido um dos melhores vinhos deste género que já bebi. Um branco de 1976 e que apesar de apresentar uns respeitáveis 35 anos originou o comentário diversas vezes repetido ao longo da prova: “Que novo que está!” Creio que o motivo dessa afirmação se prende com a falta de untuosidade do vinho, mas por outro lado ele apresentou-se tão intenso e tão cheio de aromas diversos, do mel às flores, da fruta doce e seca com caroço aos citrinos confitados e o aroma da Botrytis, enfim um manancial de complexidade e sabor que nos deixou siderados nas cadeiras. Parabéns Miguel pelo vinho e parabéns Miguel por teres sobrevivido mais um ano neste país cada vez mais aterrador! Uma palavra final para o produtor deste vinho, o Château Climens, um dos 11 Premier Crus de Sauternes e Barsac, estando este produtor na região de Barsac. Acima destes 11 só foi classificado em 1855 o ultra famoso Château d’Yquem.