segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Passagem de Ano 2011-2012

Caros amigos,

Aqui vai o menu degustação para a passagem de ano, comedido como prometido, que se pretende em ambiente calmo, descontraído e agradável, onde o amor e a amizade estejam à flor da pele, sempre prontos a desabrochar. Não se pretende com este jantar substituir as habituais festas de Reveillon, onde a dança um pouco frenética tem de estar presente. A ideia aqui é fazer isto com um jantar agradável, boa música, bons vinhos e uma entrada no ano novo um pouco mais agitada como se exige. Depois ficará quem quiser e o tempo que quiser, mas sem o barulho e a confusão típica destas noites que poderão facilmente encontrar noutros locais, pois por aqui ficamo-nos numa onda mais calma com um caldo verde a aparecer algures para acalmar estômagos mais efervescentes…

Boas-vindas do Chefe

Espumante Colinas Brut Nature

Creme de ervilhas com crocante de Moimenta

Camélia Puro Loureiro 2009

Poke de atum com molho de coentros, soja e citrinos

Quinta de Gomariz Espadeiro 2010

Sapateira recheada à moda antiga

Espumante Colinas Rosé

Risotto de espumante com bochechas e porco bísaro

Bodegas Carrau Pinot Noir 2009

Cesto amendoado de chantilly com hortelã e framboesas

Espumante Colinas Rosé

Passas

Alguns doces extra e típicos da época serão também disponibilizados para que ninguém fique carente. Juntem-se a nós que serão muito bem-vindos.

Um abraço e votos de um belo Ano Novo,

Hildérico Coutinho

Data: 31 de Dezembro de 2011

Hora: 21h00

Preço: 50,00€ pax (crianças com preço especial)

domingo, 11 de dezembro de 2011

Para melhor sentir o Natal



Quem é que ainda não recebeu uma camisola que gostaria que se rompesse na primeira vez que a usasse, ou um perfume que só é utilizado uma vez, ou uma jarra que se esconde por trás de todas as outras de tão horrendas que são consideradas?
É para evitar ter de passar por essa situação que lhe damos a possibilidade de oferecer algo verdadeiramente útil, pois uma boa refeição nunca é inútil e um curso que vos pode alterar a forma como entendem a comida e a bebida para o resto da vossa vida também não pode ser considerada uma coisa sem utilidade.
Ofereçam pois cheques-prendas com um belo jantar no Quo Vadis ou um curso de vinhos que poderão utilizar em qualquer um dos cursos que vamos dando um pouco por todo o lado, em Matosinhos, no Porto, em Braga, ... Temos diversas opções. Utilize-as e faça alguém feliz neste Natal. Nós faremos tudo para ajudar ...


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Jantar de Natal com a Ideal Drinks

Caros amigos,

Está a nascer um novo produtor que certamente muito irá dar que falar e felizmente também pela qualidade dos seus vinhos. No entanto e por ora, estou em crer que o que mais tem mexido com os media tem mais a ver com o passado deste produtor do que com o que já conseguiu como produtor de vinho. Não entendam estas palavras como depreciativas, pois pelo contrário, tenho uma grande admiração por alguém que como Carlos Dias, tenha conseguido construir um pequeno império no estrangeiro, mais propriamente na Suíça, onde em 1995 em parceria com o relojoeiro independente Roger Dubuis, criou uma marca com o nome deste último e ter conseguido o feito de ter 28 movimentos com a chancela “Poinçon de Genéve”, um recorde, e entrando num clube muito restrito onde estão também a Patek Philippe e a Vacheron Cosntantin. Notável!

Felizmente para nós, ele resolveu abandonar a Suiça e investir em Portugal, sendo o vinho uma das áreas de negócio, muito se devendo à paixão que sempre nutriu pelos vinhos e em particular pelos vinhos franceses, algo que na minha modesta opinião se detecta nos vinhos que está a produzir em Portugal, fazendo vinhos muito elegantes, finos, minerais, não muito aromáticos mas muito gastronómicos e usando algumas das mais importantes castas francesas como a Cabernet Sauvignon, Merlot e Pinot Noir nas tintas e Chardonnay nas brancas. Já se apaixonou no entanto, se é que não se tinha apaixonado antes, por algumas das castas portuguesas como a Touriga Nacional, o Alvarinho e o Loureiro, sendo como eu um fervoroso adepto desta última e tendo já produzido um dos melhores loureiros que já bebi e que terão oportunidade de beber, o Royal Palmeira 2009.

Está a ser ousado nos preços praticados, como é o caso de vender um rosé acima dos 20 euros, mas ele já está habituado a ser ousado e esperamos, para gáudio dos nossos palatos que tenha sucesso.

Iremos experimentar alguns dos vinhos deste produtor num jantar de Natal que será, como é habitual, um jantar de amigos que estão sempre prontos para receber novos. O Eng. Carlos Lucas, o novo CEO do grupo deverá juntar-se a nós, faça o mesmo e inscreva-se.

Tentem-se com o menu abaixo e Feliz Natal para todos com votos de um Ano Novo melhor.

Um abraço deste sempre vosso,

Hildérico Coutinho

MENU

*

Welcome drink & Amuse-bouche

Espumante Colinas Brut Nature 2007

**

Caldo marinheiro

Royal Palmeira 2009

***

Tártaro de salmão com molho de iogurte

Principal Rosé Tête de Cuvée 2009

****

Lombinho de bacalhau com crosta de broa e azeitona num estufado preto

Principal Reserva Branco 2009

*****

Lombo de porco assado com batatas, castanhas e esparregado

Principal Reserva Tinto 2007

Principal Grande Reserva Tinto 2006

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Bolo recheado de queijo e cobertura de mascarpone

Espumante Colinas Rosé 2007

Data: 14 de Dezembro de 2011

Hora: 20h30

Preço: 30,00€

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Workshop Vinhos Tranquilos do Douro

A tradição dos vinhos tranquilos, vulgarmente conhecidos como vinhos de mesa, na região duriense não é, por mais surpreendente que vos possa parecer, muito antiga. Podemos mesmo considerá-la, a par do Priorato em Espanha por exemplo, uma das novas regiões do velho mundo com maior ascensão em termos de notoriedade. De facto, o nascimento desta zona como região produtora de vinhos tranquilos nasce apenas nos anos 90 do século passado, dado que até aí, a produção deste tipo de vinhos estava confinada a meia dúzia de produtores, o que não faz uma região, por melhores que eles sejam.
É sobre esta curta, mas esplendorosa vida, dos vinhos tranquilos do Douro, que pretendemos abordar neste pequeno workshop, onde iremos apresentar e analisar os vinhos das três sub-regiões, assim como os vinhos de estilo clássico e moderno com as várias nuances que lhe vamos descobrindo.
No final do curso haverá um almoço facultativo com o(s) formador(es) de forma a prolongar o prazer de descobrir e discutir este mundo dos vinhos do Douro, sempre de uma forma descontraída e descomplexada.

Data: 17 de Dezembro de 2011
Hora: 11h00
Preço do Workshop: 40,00€ pax
Almoço: 20,00€ pax

Inscrevam-se!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Jantar enogastronómico com Cristiano Van Zeller - As estatísticas

Caros amigos,

Chegada que é a hora do balanço, aqui vão umas estatísticas básicas efectuadas pelos comensais.

Creio que é sempre bom este feedback assim como é bom mostrá-lo sem medos e sem reservas.

Não posso deixar de dar os parabéns ao Cristiano nesta pequena e saudável competição dado ter conseguido uma média geral (média das médias) de 16,5 contra os 16,2 que me dizem respeito, as maridagens e os 15,7 dos pratos da responsabilidade do Chefe Rui Tomé.

Limitei-me a calcular as seguintes estatísticas de cada uma das variáveis referidas: Mínimo, Máximo e Média.

Carpaccio de vieiras com cebola roxa, maçãe verdes e pimentos vermelhos

(10 - 18 - 14,8)

Van Zellers Branco 2010 (12 – 18 – 15)

Maridagem: (12 – 18 – 15,9)

Atum com puré de batata trufada (12 – 19 – 16,1)

VZ Branco 2010 (14 – 18 – 16,8)

Maridagem: (14,5 – 18 – 16,5)

Nispo de maronesa em cama folhada com legumes da horta (8 – 19 – 15,8)

Qta. Do Vale D. Maria Tinto 2008 (12 – 18 – 16,5)

Qta. Do Vale D. Maria Tinto 2009 (12 – 18 – 16,9)

Maridagem: (13 – 18 – 15,8)

Cordeiro assado com arroz de açafrão e enchidos (14 – 19 – 15,8)

CV Tinto 2009 (16 – 20 – 18)

Maridagem: (15,5 – 19 – 17,2)

Panna cotta vermelha com doce de chocolate (13 – 19,5 – 16)

Porto Ruby Reserva Lote nº 09 (12 – 19 – 16,1)

Maridagem: (14 – 20 – 16,2)

Esta forma de apresentação de resultados não será a mais explícita, mas parece-me que este blog não gosta muito de tabelas …

Não me vou alongar nas interpretações, mas não posso deixar de destacar o seguinte:

- os pratos provocaram reacções mais díspares que os vinhos

- o atum foi o prato mais apreciado (o meu preferido foi o cordeiro)

- o vinho mais apreciado foi o CV 2009. Que surpresa !!!

- as notas atribuídas às maridagens aumentam substancialmente com a qualidade do vinho e/ou do prato, Percebe-se, mas não tem necessariamente de acontecer …

Um abraço,

HC

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Ivy League - O Dia XVIII - A crónica


Como habitualmente aqui ficam os vinhos em jogo, pela ordem de serviço e da fotografia com os respectivos seleccionadores:


Markus Molitor Zeltinger Sonnenuhr Auslese Riesling Trocken 1999 (Mosel) – Alexandre Braga

Château Rieussec 1989 (Sauternes) – Jogador 1 do Miguel Braga

Château Suduiraut 1989 (Sauternes) – Jogador 2 do Miguel Braga

Martín Códax Gallaecia Albariño Vendimia Serodia 2004 (Rias Baixas) – Luís Pereira

Louis Latour Perrières Premier Cru 2007 (Meursault) – Jogador 1 da Isabel Braga

Yves Boyer-Martenot Charmes Premier Cru 2001 (Meursault) – Orlando Costa

Luís Pato Vinha Formal Branco 2003 (Beiras) – Pedro Sousa

Saint Clair Pioneer Block 5 Pinot Noir 2007 (Marlbourough) – Hildérico Coutinho

Kracher Traminer Nummer 1 Trockenbeerenauslese 2000 (Burgenland) – André Antunes

Falesco Pomele 2002 (Lazio) – Jogador 2 da Isabel Braga

MENU

*

Carpaccio de espadarte com vinagreta de pimentos e curgete

**

Foie gras com banana caramelizada e puré doce de marmelo

***

Magret de pato com crepe de alecrim e açafrão, gelado de citrinos e verduras, legumes estufados

****

Tarte de amêndoa com morango em caramelo de laranja

É claro que um menu destes só poderia desencadear esta sequência de brancos, não fora um gesto de ousadia da minha parte, na verdade, mais para saber como se como se encontra o vinho do que acreditando numa maridagem de excelência … Apesar disso, o seu 6º lugar geral não se deve apenas ao valor do vinho, mas também à boa harmonização conseguida e eventualmente, beneficiando de algum cansaço de vinho branco por parte dos provadores, mas a nota mais agradável para mim foi ter conseguido ouvir palavras elogiosas a um Pinot Noir da boca do Alexandre. Que bem que soube! É que este é de facto um dos melhores Pinot que encontrei até hoje fora da Borgonha e com um preço bem mais simpático. Ainda se encontra muito novo, na linha dos seus congéneres franceses, que com esta idade são geralmente umas crianças.

Desta vez, e por acharmos ser ridículo tentar adivinhar qual era qual dos Sauternes envolvidos, apenas fizemos prova cega dos três brancos que se poderiam confundir, os dois Meursault e o Bairrada, mas afinal apenas um dos comensais se baralhou, isto apesar do branco nacional ser melhor que os que qualquer dos franceses para seis de nós e de ter ganho confortavelmente em termos gerais com um 3º lugar, contra um 7º lugar do Latour, que estava muito novo, e o 10º do Boyer-Martenot que apesar de suscitar muitas expectativas se ficou por isso mesmo, apresentando-se cansado, com aromas metálicos ferrosos e sem grande persistência. Será que tenho azar ou é mesmo habitual um Meursault com 10 anos estar passado? E neste caso até estamos a falar de um Premier Cru … Alguém mais experiente nos pode ajudar a responder?

Em nono lugar ficou um vinho que me agrada particularmente, um vinho 100% Alvarinho, do lado de lá da fronteira, colheita tardia mas seco, com alguma podridão nobre e que apenas é produzido duas a três vezes em cada década, exactamente nos anos em que a tal podridão é conseguida. Gosto do vinho por ser melado, com frutos secos a alguma fruta tropical, apesar de lhe faltar alguma acidez, que lhe daria maior frescura e final de boca.

Em oitavo, ficou um vinho de mais uma casta que poderemos colocar nos nossos currículos, trata-se da casta Aleatico, alegadamente vinda da Grécia e se tem vindo há já uns séculos a adaptar ao clima e aos terrenos em redor do lago Bolsena a norte de Roma. É um vinho interessante e agradável para quem nunca provou um vinho tinto colheita tardia, mas como já tive oportunidade de provar algumas coisas que os espanhóis fazem com a Garnacha ou Grenache Noir se quisermos ser mais rigorosos, não posso deixar de o catalogar simplesmente como simpático!

Em quinto lugar ficou o Riesling, aquela casta que é muito provavelmente a preferida deste grupo, mas que desta vez e apesar dos seus simpáticos 10 anos, se quedou nesta posição. Creio que tal se ficou a dever a um final de boca mediano e à falta de melados que atenuassem a presença bem notória dos aromas e sabores petrolados.

No quarto, que não me importava fosse o de minha casa, ficou o outro branco doce desta jornada, um Kracher da linha Nouvelle Vague e mais uma casta para colocarmos no peito, uma casta cujo nome sugere ter a ver com a Gewürztraminer, que é aliás o nome utilizado em muitos dos países do novo mundo para a ela se referirem. Não é o caso desta vez, pois esta é uma variante da Gewürtz, menos exuberante e mais pálida que esta, que para alguns significa menos enjoativa. Este exemplar mostrou-se bom mas não o suficiente para ofuscar os vinhos da noite, um par de 1989 vindos da doce região de Bordéus, Sauternes, de duas casas com a classificação de Premier Cru e simultaneamente das mais conceituadas da região, que produzem com alguma frequência vinhos de qualidade superior ao grande ícone da região, o Château d’Yquem, que fica aliás em frente ao Rieussec. Neste embate de titãs a vitória tangencial ficou para Suduiraut, mas estou convencido que isso apenas aconteceu por todos acharmos que o vinho ainda tem muitas pernas para andar, ao contrário do Rieussec que se mostrou já algo cansado, mas mostrando também uma complexidade que o outro não tinha, sendo pois para mim o vinho da noite. Que bom seria provar este Suduiraut daqui a 10 anos… Qui sapit?

Abertas as inscrições para a próxima jornada:

Data: 19 de Dezembro de 2011

Hora:20h30

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Jantar enogastronómico com Cristiano Van Zeller



Caros amigos,

É com muito orgulho e prazer que vos anuncio a presença do senhor da foto acima, um dos nomes mais sonantes do Douro e um dos principais impulsionadores da qualidade que agora todos atestam nos vinhos do Douro. É, além disso, uma das pessoas mais fascinantes que conheci no mundo dos vinhos e um excelente contador de histórias, ou serão estórias como agora se diz? Bom, seja como for, uma coisa é certa, não podem perder este jantar que, terá como aliciante mor os néctares a serem servidos nessa noite. São só (!), alguns dos melhores vinhos do Douro e por consequência de Portugal e onde não posso deixar de destacar os dois vinhos que mesmo em prova cega pontuo habitualmente muito bem, o Quinta do Vale D. Maria e o já mítico CV, ambos tintos e ambos portentosos, com uma profundidade que eu diria inacreditável não fora os estar a beber…

Vejam então o que espera os primeiros a correrem para reservarem uma mesa:

Carpaccio de vieiras com cebola roxa, maçãe verdes e pimentos vermelhos

Van Zellers Branco 2010

Atum com puré de batata trufada

VZ Branco 2010

Nispo de maronesa em cama folhada com legumes da horta

Van Zellers Tinto 2009

Qta. Do Vale D. Maria Tinto 2008

Cordeiro assado com arroz de açafrão e enchidos

Qta. Do Vale D. Maria Tinto 2009

CV Tinto 2009

Panna cotta vermelha com doce de chocolate

Porto Ruby Reserva Lote nº 09

Data: 22 de Novembro de 2011

Hora: 20h30

Preço: 40,00€ pax