terça-feira, 4 de outubro de 2011

Cursos de Vinhos para o Outono

Caros amigos,

Aí estamos nós de volta, o Pedro, o Luís e eu próprio, Hildérico, numa tentativa, por vezes vã, mas por outras, tão compensadoras, de vos fazer interessar por este tema, tão entusiasmante quanto extenso, que é o dos vinhos. Gostaríamos muito que se juntassem a nós e para que não tivessem muitas desculpas resolvemos apresentar-vos opções diversas, nos mais diversos locais e diferentes datas. Não têm desculpas nem com o valor do curso ...

Cursos de Nível 1

- Em Braga no Caldo Entornado nos dias 27 de Outubro e 3 e 10 de Novembro.

- Em Vila Verde nos dias 7, 14 e 21 de Novembro às 19h00.

Curso de Nível 2

- Aqui no Quo Vadis? em Matosinhos nos dias 12 e 19 de Novembro às 10h00.

Os temas abordados em cada um dos cursos podem ser apreciados abaixo e a sua realização depende da inscrição de um número mínimo de entusiastas.

INICIAÇÂO À PROVA DE VINHOS – NÍVEL 1

1ª Sessão

· O vinho – teoria – os estilos e o processo de vinificação

· Conhecimentos básicos de enologia

· O sistema de prova

2ª Sessão

· Os vinhos brancos e as castas mais apreciadas internacionalmente com destaque para a Chardonnay, Sauvignon Blanc, Riesling, Viognier, Pinot Grigio, Gewürztraminer, Grüner Veltliner, Torrontés e Alvarinho.

3ª Sessão

· Os vinhos tintos e as castas tintas mais conceituadas e valorizadas internacionalmente a começar na Cabernet Sauvignon e Merlot, continuando pela apaixonante Syrah, a difícil Pinot Noir, as peculiares Sangiovese e Malbec, terminando nas nossas mais familiares Tempranillo e Touriga Nacional.

Preço: 80,00€ pelas 2 ou 3 sessões que contemplam o curso.

INICIAÇÃO À PROVA DE VINHOS – NÍVEL 2

1ª Sessão

As condições ideais para o armazenamento do vinho

    • O serviço de vinhos
    • As temperaturas de serviço
    • Os utensílios e os copos
    • França e algumas das suas regiões mais famosas
      • Bordéus
      • Borgonha
      • Vale do Ródano
      • Alsácia

2ª Sessão

    • Alemanha
    • Áustria
    • Itália com destaque para as regiões do Piemonte e Toscânia.
    • Espanha com destaque para Rioja e Ribera del Duero.
    • Portugal com destaque para Douro e Alentejo.
    • Estados Unidos da América com destaque para a Califórnia.

3ª Sessão

    • Nova Zelândia
    • Austrália
    • Argentina
    • Chile
    • África do Sul
    • A Harmonização ou Maridagens entre o vinho e a comida

Preço: 100,00€ pelas 2 ou 3 sessões que contemplam o curso.

As sessões têm uma duração aproximada de 2h30m com excepção nos cursos de duas sessões que duram aproximadamente 4h00.

Após as sessões existem almoços ou jantares com um preço simpático para poderem continuar a adquirir conhecimentos e passar um bom bocado na nossa companhia.

Ivy League - O Dia XIV - A Crónica



MENU
---
Tempura de moiro com cebola roxa e maçã caramelizada
---
Corvina com crosta de broa com azeitona e Brás de grelos
---
Risotto de frutos silvestres com magret de pato
---
Despedida de Verão com chocolate, gelados e frutas

Preço: 30,00 px
Data: 6 de Outubro de 2011
Hora: 20h00

A CRÓNICA:
Comecemos, como habitualmente, pela apresentação dos jogadores em prova e respectivos seleccionadores, pela ordem de serviço e da esquerda para a direita na fotografia:
  • Quinta dos Carvalhais Espumante Rosé 2007 -- Alexandre Braga (Jogador 1)
  • Czar Pico 2004 -- Hildérico Coutinho (Jogador 1)
  • Jean Paul & Benoît Droin Mont de Millieu Chablis Premier Cru 2009 -- Miguel Braga
  • Jean Paul & Benoît Droin Les Clos Chablis Grand Cru 2010 -- Isabel Braga
  • S de Soberanas 2004 -- Alexandre Braga (Jogador 2)
  • Château Citran 2000 -- Jorge Silva
  • L'Aventure Optimus 2005 -- Orlando Costa
  • Quinta da Touriga-Chã 2005 -- Pedro Sousa
  • Porto Gonzalez & Byass Aloirado Meio Sêco -- Hildérico Coutinho (Jogador 2)
  • Sigamos, como habitualmente, pela ordem de serviço e assim, como vem sendo habitual, tivemos o primeiro jogador do Alexandre, um agradável e consensual espumante rosé mas também consensual o exagerado preço a que é comercializado. De facto, pagar mais de vinte euros por este espumante é um atentado aos nossos depauperados bolsos. (7º lugar)
    A seguir veio a primeira surpresa da noite, que foi servido às cegas, apenas conhecido por mim e descoberto apenas por quem mo ofereceu, o amigo Orlando, a quem agradeço eu e todos os que tiveram a hipótese de o beber, pois ninguém suspeitou tratar-se de um vinho da Ilha do Pico. A maioria apostava na Madeira como origem do vinho, mas a falta de acidez e mineralidade típica desses vinhos deixa-va-os na dúvida. De facto este vinho apresenta muitos dos aromas típicos dos vinhos madeirenses e com uma graduação natural de 18,5%, notável, consegue fazer-se passar por um sercial, por ser também muito seco, faltando de facto apenas a já referida acidez e mineralidade mais intensa e incisiva. É claramente o melhor vinho açoriano que provei até hoje e uma bela ligação com a tempura de moiro. (4º lugar)
    Entraram de seguida os dois Chablis, uma região que já pertenceu a Champagne até ao Séc. XIII, não por acaso são os mais minerais da Borgonha e usualmente provocam-me alguma apreensão por apresentar aquilo que alguns designam como gosto de silex, mas neste caso iríamos beber um Premier Cru e um Grand Cru, que apesar de novinhos, deveriam apresentar uma qualidade acima de qualquer suspeita, mais ainda quando um deles é de uma mítica vinha, Les Clos, produzidos por uma das mais antigas famílias na região, instalados há quase 500 anos!
    O primeiro, da vinha Mont de Millieu, considerada uma das melhores entre os Premier Cru, mostrou-se muito agradável mas algo curto e deixar um pouco de amargo de boca, não no sentido literal. (5º lugar)
    O segundo, daquele que é considerado como o melhor dos sete Grand Cru de Chablis, e que este produtor trabalha há apenas 10 anos, mostrou ser de facto de outro campeonato, com uma madeira de uma qualidade notável e muito bem integrada, pecando no entanto, também este, por um final de boca menos profundo e persistente do esperado. Demasiado novo. (2º lugar)
    Jogaram também muito bem com o prato de peixe que graças à broa e ao azeite aguentou bem o embate com estes monstros vestidos de branco.
    Para acompanhar o risotto, de que gostei, mas que não foi consensual pela elevada acidez que apresentou e que poderá ter afectado este ou aquele vinho, foram bebidos em prova semi-cega (sabíamos quais os vinhos mas não a ordem) quatro vinhos e em que apenas o Orlando acertou em todos, tendo a Isael acertado em dois e os outros ficaram em branco. Miserável.
    Começamos pelo S de Soberanas, que me enganou completamente e ainda por cima me desiludiu, pois tinha boas memórias dele. Além de não ter gostado do vinho, apresentou aromas vegetais que me levou a pensar tratar-se do bordalês. (9º lugar) Enganei-me mas não na qualidade do francês que ficou imediatamente a seguir na classificação e só não ficou em último por um lastimável ponto. (8º lugar)
    Seguiu-se o americano, para mim o segundo melhor vinho da noite, de um produtor notável, Stephan Asseo, com herdades em Bordéus e em Paso Robles, Califórnia, onde faz este notávcel vinho, classificado com 94 pontos pelo Robert Parker e elaborado com 51% de Syrah, 44% de Cabernet Sauvignon e o restante de Petit Verdot. (3º lugar)
    Para o fim ficou o Touriga-Chã, que se apresentou bem mas foi penalizado por aparecer depois do Optimus. Não deixa no entanto de ser um produtor a seguir com atenção, ou não tivesse ele a mão de um herdeiro de um dos mais famosos enólogos do Douro. Rosas de seu nome. (6º lugar)
    Para o fim ficou, mais uma vez, o vencedor da noite, que entrou à socapa por necessidade de um vinho para a sobremesa, mas que saiu pela porta grande tal a qualidade apresentada. Não deixa de ser engraçado é ter quase a certeza, não é absoluta por não ter conseguido mais informação, por mais que escabulhasse a Net, de que este vinho se tratava de um vinho absolutamente banal quando foi lançado para o mercado, sabe-se lá quando, com rolha de rosca de metal, por um produtor espanhol de Jerez (conhecem o Tio Pepe?), que passou fugazmente pelo Porto, se é que pode dizer fugaz a algumas décadas de presença no nosso país, mas na história do vinho do Porto acho que foi mesmo fugaz, não acham? Impressionante a complexidade, força e acidez que apresentou e que tão bem combinou com a sobremesa para nos despedirmos do Verão. (1º lugar)

    Na próxima quinta-feira, dia 20 de Outubro, iremos ao encontro do Outono e teremos um menu de caça para acompanhar o Dia XV da Ivy League. Abertas as inscrições a partir de agora. Despachem-se!

    domingo, 2 de outubro de 2011

    Concurso Gastronomia com Vinho do Porto 2011


    Apesar de termos nascido há tão pouco tempo, ainda tentámos participar no último concurso que ocorreu dois anos antes. Não conseguimos mas ficámos com vontade de participar, até porque nós, ao contrário do que alguns produtores de vinho do Porto famosos crêem, achamos que é possível realizar um jantar acompanhado unicamente com vinho do Porto. Não é obrigatório, pelo regulamento do concurso fazê-lo, já que poderíamos usar vinho tranquilo do Douro, mas como estamos certos de que assim terá mais impacto, quanto mais não seja pela incredulidade que provoca junto dos nossos clientes, aqueles que, em última análise, mais queremos impressionar e sobre tudo tentar ...
    Para quem não consiga ler o menu aqui vai ele de viva letra:

    Vieira corada sobre puré de abacate picante e tártaro de tomate
    PORTO BRANCO QUINTA DE SANTA EUFÊMIA 10 ANOS

    Naco de alcatra maronesa em crosta de pimenta verde e arroz selvagem com seus cogumelos
    PORTO VINTAGE SILVAL DA QUINTA DO NOVAL 2003

    Pêra cozida em porto 10 anos com sabayon de frutos secos
    PORTO TAWNY KROHN 30 ANOS
    35 € pax (1 copo por prato)

    Queríamos que este menu tivesse um preço menor para assim cativar mais pessoas a fazerem esta experiência, mas os produtos utilizados e os vinhos em especial obriga-nos a praticar um preço um pouco mais alto do que gostaríamos, mas que estou certo darão como bem empregues os euros utilizados. Não hesite, experimente!


    Menu em degustação nos meses de Outubro e Novembro de 2011.

    Marcação prévia obrigatória (muito aconselhável).

    quinta-feira, 22 de setembro de 2011

    Porto - Benfica










    Para um clássico que promete nada como um churrasquinho aquecido com a chama do dragão, mas onde as águias são bem vindas, até porque é preciso alguém para chamuscarmos...

    Churrasquinho: 10,00€ sem bebidas
    Caipirinhas e afins: 2,50€

    Juntem-se e divirtam-se!!

    Data: Sexta-feira, 24 de Setembro de 2011
    Hora: 20h00

    P.S. Inscrição prévia deveras aconselhada.

    segunda-feira, 19 de setembro de 2011

    Ivy League - O Dia XIII - A Crónica



    Menu
    *
    Colorido de legumes com tofu
    **
    Timbale de risotto recheado com tamboril estufado no forno
    ***
    Empada de pizza picante com queijo e radicchio
    ****
    Creme de leite com fruta desidratada


    Data: 20 de Setembro de 2011
    Hora: 20h00
    Preço: 25,00€

    A CRÓNICA:
    Antes de mais os vinhos, pela ordem de serviço, e os respectivos seleccionadores:

    Villa Maria Chardonnay Cellar Selection 2007 (Nova Zelândia) - Orlando Costa (8º lugar)
    Chateau De Blagny - Louis Latour 2007 (Meursault-Blagny) - Alexandre Braga (3º)
    Château Carbonnieux Grand Cru Classé 2003 (Graves - Bordéus) - Pedro Mota (2º)
    Don Baltazar Viognier-Chardonnay 2004 (Argentina) - Hildérico Coutinho (4º)
    Cerequio - Michelle Chiarlo 1993 (Barolo) - Luís Maia (6º)
    Ícone - Herdade do Peso - 2007 (Alentejo) - Isabel Braga (5º)
    Herdade das Servas Reserva 2003 (Alentejo) - Luís Pereira (7º)
    Eitelsbacher Auslese Nr. 33 Riesling 2005 (Mosel-Saar-Ruwer) - Miguel Braga (1º)

    Comecemos pela comida que esteve em bom plano com uma pequenina ressalva, o raio do tofu nem cozinhado por quem sabe consegue escapar. É de facto uma coisa desenxabida que só com muito esforço e com o fim único de encher acabou consumida. Admiro, ou melhor, lamento, quem consegue usar este produto como base da sua alimentação.

    Temos de proibir por uns tempos as aparições dos rieslings ou corremos o risco de não ganhar nada. Este Auslese, ao contrário do que foi servido na anterior jornada, tinha açúcar residual e a verdade é que estes vinhos com apenas 9% de álcool, mas com uma acidez e mineralidade lá em cima a amenizarem o açúcar são absolutamente divinais. Ganhou por unanimidade.

    A minha prestação no que aos acertos em prova cega diz respeito foi fraquinha, 3 em 7, e por incrível que pareça o Luís acertou em todos assim como o Alexandre e o Miguel. Devo ter falhado tanto por ser tão fácil ...

    Agora a sério, dois dos que troquei, os brancos da Nova Zelândia e de Bordéus apercebi-me ao provar pela segunda vez, depois de aquecer e abrir um pouco mais, o bordalês que deveria estar equivocado. Diga-se até, que o segundo lugar obtido pelo Carbonnieux foi conseguido aquando da percepção de que afinal este é que deveria ser o tal. No entanto ele desiludiu todos os que o já tinham provado anteriormente e esperavam bem mais dele. Quem sabe se daqui a um ou dois anos não estará no seu momento ideal?

    O Château de Blagny foi facilmente detectado pela belíssima madeira que apresentava e sobre tudo pela intensa mineralidade, que se encontra com mais facilidade em Chablis do que em Meursault. Curioso o facto de ser um Château numa região quase desprovida deles.

    O Don Baltazar continua a mostrar-se muito bem e só foi penalizado por a acidez estar a ficar menos óbvia com a evolução do vinho para sabores mais melados.

    Desilusão com os tintos de uma forma geral e em particular com o Barolo, mas também com o Ícone, que para um nome tão presunçoso tem claramente de melhorar.

    As Servas já não estão tão roliças como eram há um par de anos atrás ...

    O último lugar ficou para o Villa Maria, mas também tem de se dar um desconto por ter sido servido fora da temperatura aconselhada. Mea culpa.

    Segue a habitual convocatória para a próxima jornada:
    Dia 6 de Outubro à hora habitual no sítio do costume.

    Inscrevam-se depressinha!!

    terça-feira, 13 de setembro de 2011

    A Liga dos Campeões de volta ao Quo Vadis com o habitual chrrasquinho










    Eis-nos de volta aos grandes jogos da Liga dos campeões e desta vez, aproveitando uma folga que os músicos nos deram, vamos fazer uma jornada dupla para assistir ao FC Porto - Shakhtar Donetsk e no dia seguinte ao Benfica - Man. United sempre com um delicioso churrasquinho à brasileira, com feijão preto e farofa, picanha e costelinha além da banana e da salsichinha por apenas 10,00€ e umas deliciosas caipirinhas, caipiroscas, caipiríssimas, caipiportos, portonics ou mojitos a 2,50€. Quem se atreve a perder?

    Juntem-se a nós!!!

    Inscrição prévia muito aconselhada...


    terça-feira, 6 de setembro de 2011

    Ivy League - O Dia XII


    Casa do Valle Espumante Grande Reserva 2003 -- Jogador 1 do Hildérico Coutinho
    Trimbach Cuvée des Seigneurs de Ribeaupierre Gewurztraminer 2001 -- Jogador 1 do Alexandre Braga
    Trimbach Cuvée Frédéric Emile Riesling 2004 -- Jogador 2 do Alexandre Braga
    Bétula 2009 -- Paulo Novais
    Quinta do Vale Meão 2002 -- Isabel Braga
    Quinta das Tecedeiras Reserva 2002 -- Jogador 2 do Hildérico Coutinho
    Imperial Reserva 2001 -- João Crispim
    Rosemount GSM 2003 -- Pedro Sousa
    Messias Garrafeira 1985 -- Orlando Costa
    Real Companhia Velha Vintage 1985 -- Luís Império



    MENU
    *
    Pudim de milho com legumes assados
    *
    Xarém de berbigão com vieiras coradas
    *
    Arroz de pombo-correio
    *
    Maçã assada com zabaione de Xerez Pedro Ximenez

    Preço por pessoa: 30,00€
    Hora: 20h00
    Data: 8-Set-2011

    A CRÓNICA:
    Depois de algumas sessões com muitos acertos, demasiados até, eis-nos de volta à nossa habitual falta de pontaria, se exceptuarmos o caloiro João que nos deu um capote inenarrável por sentirmos demasiada vergonha...
    Brincadeira claro, mas comecemos pelo início e pelo meu jogador 1 que foi apresentado pela sempre presente sede dos comensais que não se calavam a pedir algo para beber. Bem tentei a água, mas a coisa não correu muito bem e lá tive eu de abrir um espumante novo na casa e no mercado apesar de ser de 2003. Este é o tipo de espumante que eu ando a pedir há que tempos aos produtores de espumante, em especial aos da Bairrada, onde me parece estar o melhor terroir para este tipo de "brincadeiras". De facto é uma pena que haja tão pouca gente a deixar repousar os seus espumantes na garrafa em contacto com os resíduos resultantes da segunda fermentação ocorrida na garrafa por alguns anos. São poucos os exemplos e normalmente um pouco caros e é por isso de saudar a família Sousa Botelho, produtora destes vinhos verdes, que não só tem a coragem de deixar o seu vinho a estagiar durante 80 meses antes de fazer o dégorgement e finalmente o colocar no mercado a preços sensatos. Não é um espumante fácil para a maioria dos consumidores por ter uma acidez e mineralidade elevadas que por sua vez potencia essa mesma acidez. Apresenta no entanto aqueles aromas que descobrimos habitualmente nos champanhes como é o caso do fermento, do pão fresco e de minerais como o granito molhado. Na boca apresenta-se firme com uma boa acidez e só é pena não ter um pouco mais de untuosidade e de corpo para envolver aquela mineralidade e acidez. (9º lugar)
    O Gewürtz apresentou-se muito bem e apesar de não ter atingido o nível dos Paul Blanck bebidos numa outra jornada não ficou muito longe. Mais típico é difícil. (4º)
    O Riesling que costuma ter nestas mesas muitos apreciadores ficou desta vez penalizado por estar ainda demasiado novo e os típicos aromas minerais e petrolados não estarem amparados pelos melados e mesmo algumas frutas maduras que aparecem em vinhos mais velhos com boas evoluções. (6º)
    O Bétula foi uma surpresa agradável mas não conseguiu deixar ninguém de rastos. (8º)
    A partir daqui começaram as verdadeiras provações, no que ao acertar no vinho diz respeito é claro, porque quanto ao prazer que a degustação me deu nem vale a pena falar mais que o que a seguir verão, pois farei as descrições do que senti e do porquê de só acertar num vinho:
    O primeiro tinto apresentava aromas ligeiros a chocolate assim como algum mentol. Essas características levaram-me a pensar estar na presença do australiano, mas afinal era o Vale Meão... Em minha defesa vos digo que o nosso amigo PS conseguiu bebê-lo 4 vezes neste último mês e mais uma vez não o descobriu.
    O segundo apresentava claros sinais de suor de cavalo, lavadinho é certo, mas não deixavca de ser suor. Em quem pensar? Tecedeiras? Podia e devia ter apostado nele, mas para mim seria mais natural que aparecesse no Rioja de 2001. Azar o meu que ainda por cima fui eu que o trouxe e me levou a fazer a notável performance de colocar os dois vinhos em 9º e 10º lugar. Cartão amarelo para mim!!
    O terceiro foi um dos vinhos da prova conseguindo a medalha de bronze, apresentando-se completamente livre de couros e afins, com boa fruta e uma frescura notável além de um ainda muito agradável volume de boca. Parabéns ao caloiro JC que o trouxe que ainda por cima, talvez devido às iniciais do seu nome, conseguiu acertar nos vinhos todos. Saber ou crença? A descobrir em futuras jornadas.
    O quarto tinto foi o vinho da noite, medalha de ouro, batendo mesmo o Porto, que habitualmente não deixa os créditos por mãos alheias. Ainda mais notável se souberem que este vinho custa cerca de 17 ou 18 euros na praça. Apresentou-se com belos aromas a frutas negras e algum chocolate além de ter ainda alguns aromas a terra e um belo volume de boca com boa persistência.
    O último vinho a mim não me deixou dúvidas acerca do que estava a beber pela acidez alta e sabores acres a terra e azeitona preta. Um bom Bairrada e a mostrar o quão bem estes vinhos evoluem. (5º)
    Para o fim ficou o Porto para acompanhar uma agradável sobremesa, da qual falarei a seguir. Apresentou-se já sem grande pujança mas longe de estar morto e tinha ainda muita fruta associado a aromas frescos como o eucalipto. Medalha de Prata.
    A refeição correu de uma forma geral manifestamente bem, com uns belos legumes assados e um delicioso e cremoso pudim de milho, um xarém com belo sabor e ao qual apenas faltava um pouco de água para estar perfeito e um delicioso arroz de pombo ao qual apenas faltava mais pombo ... Alguns devem ter-se perdido pelo caminho!

    Próxima jornada agendada para o dia 20 de Setembro.
    Toca a inscreverem-se que só os primeiros têm lugar.