segunda-feira, 25 de julho de 2011

Ivy League - O Dia X - A Crónica











A CRÓNICA:

Em mais um dia de prazer absoluto, seja pelos vinhos como pela comida e companhia, comecemos por identificar os jogadores em causa pela ordem da fotografia, da esquerda para a direita, que foi a mesma do consumo, assim como os respectivos seleccionadores e a respectiva classificação, que graças a uma nova forma de os classificar, podem agora ser classificados até ao último lugar, cuja honra coube ao nosso amigo João:

Cava Juvé y Camps Brut Nature Gran Reserva 2007 - Extra do Alexandre Braga

Weingut Wittmann Aulerde Riesling Trocken 2007 (Rheinhessen) - Alexandre Braga (3º)

Remelluri Blanco 2005 (Rioja) - André Antunes (6º)

Laroche Petit Chablis 2004 (Bourgogne) - João Romualdo (8º)

Louis Latour Meursault 2007 (Bourgogne) - Miguel Braga (5º)

Alphonse Mellot Edmond 2000 (Sancerre) - Pedro Mota (7º)

Paul Blanck Furstentum Gewurztraminer Vendages Tardives 1998 (Alsace) - Jorge Silva (1º)

Paul Blanck Mambourg Gewurztraminer 2002 (Alsace) - Hildérico Coutinho (2º)

Frimas Ice Cider 2005 (Canadá) - Isabel Braga (3º)

Estes extras já se estão a tornar numa tradição e este, não deslumbrando, também não desagradou.

Para acompanhar a entrada que estava deliciosa, arrancámos em grande estilo com um Riesling de uma vinha especial, como são aliás muitas das deste país, que talvez como nenhum outro, valoriza a exposição solar e isso justifica a elevação destes locais a lugares sagrados. Os aromas a fruta que caracterizavam este vinho no seu nascimento, com destaque para o ananás, desapareceram, agora que está na adolescência, e deram lugar aos aromas petrolados, tão característicos desta casta, falta-lhe contudo mais complexidade e os melados que lhe trarão uma maior sensação de doçura. Daqui a 10 anos, quando espero beber uma com o Pedro Mota, estará certamente melhor.

Para o tubarão, que não percebo porque é tão pouco consumido pelos portugueses, vieram em prova cega os três vinhos mais encorpados e com estágio em madeira. Todos de regiões famosas, sendo que a espanhola é famosa é pelos seus tintos. Por incrível que vos possa parecer, os franceses estiveram a milímetros de serem enxovalhados pelo espanholito e só não o foram porque o Miguel considerou o Meursault como o melhor da noite. Nada suspeito portanto! Na verdade, para mim o melhor destes três foi mesmo o Remelluri, elaborado essencialmente com castas oriundas do vale do Ródano, que apresentou, ao contrário do que todos esperávamos, uma boa, elegante e discreta integração dos aromas das barricas de carvalho.

Com o caril apresentaram-se os restantes vinhos e começámos e bem pelo mais discreto, aliás demasiado discreto para um Sancerre, que no entanto e apesar dos seus 11 anos se apresentou perfeitamente são. No entanto o céu chegou com os Gewürztraminer que por incrível que possa parecer a muita gente que não aprecia esta exuberante casta, não deram a mínima hipótese aos restantes, ficando em primeiro e segundo lugar, sendo que o vencedor muito o deve ao facto de ser uma vindima tardia. Notável vinho que foi considerado o melhor por metade dos convivas e a pior nota foi um 4º lugar. Tive assim de me curvar, a custo, que a idade não perdoa, perante a qualidade do vinho que meu amigo Jorge Silva trouxe. Parabéns!

Para a sobremesa ficou algo que não é vinho mas que substitui com vantagem muitos e muitos colheitas tardias que existem um pouco por todo o mundo. Esta cidra que é produzida usando a mesma lógica dos Ice Wines, está de facto muito próxima dos melhores colheitas tardias, faltando-lhe porventura um final um pouco mais prolongado, que teria se tivesse maior acidez. Notável no entanto a componente aromática, com a maçã a dominar, mas a apresentar também aromas melados e a frutas doces como o pêssego em calda. Gostámos de ter sido iniciados!

*

Tártaro de carapau

**

Discos de polenta verde com estufado de cação

***

Caril de borrego com fruta e arroz basmati

****

Sanduíche doce de manga e morango com espuma de iogurte

*****

Data: 27 de Julho de 2011

Hora: 20h00

Preço: 30,00€

Hildérico Coutinho




sexta-feira, 15 de julho de 2011

Cursos de vinhos: Níveis I e II

Iniciação à Prova de Vinhos - Nível 1

· No Quo Vadis? em Matosinhos nos dias 23 e 30 de Julho de 2011 entre as 10h00 e as 14h00 com possibilidade de ficarem para almoçar na companhia do(s) formador(es) e continuarem a experimentar e a falar de vinhos.

Iniciação à Prova de Vinhos - Nível 2

· Quo Vadis? em Matosinhos nos dias 23 e 30 de Julho de 2011 entre as 16h00 e as 20h00 com jantar não incluído, mas aconselhável, pois poder-se-á testar alguns dos conselhos dados sobre maridagens.

Segue abaixo uma breve apresentação dos cursos de nível 1 e 2:

NIVEL 1

    • O vinho – teoria – os estilos e o processo de vinificação
    • Conhecimentos básicos de enologia
    • O sistema de prova
    • Os vinhos brancos e as castas mais apreciadas internacionalmente com destaque para a Chardonnay, Sauvignon Blanc, Riesling, Viognier, Pinot Grigio, Gewürztraminer, Grüner Veltliner, Torrontés e Alvarinho.
    • Os vinhos tintos e as castas tintas mais conceituadas e valorizadas internacionalmente a começar na Cabernet Sauvignon e Merlot, continuando pela apaixonante Syrah, a difícil Pinot Noir, as peculiares Sangiovese e Malbec, terminando nas nossas mais familiares Tempranillo e Touriga Nacional.

Preço: 80,00€

Formadores: Hildérico Coutinho/Luís Maia/Pedro Mota

NIVEL 2

    • As condições ideais para o armazenamento do vinho
    • O serviço de vinhos
    • As temperaturas de serviço
    • Os utensílios e os copos
    • França e algumas das suas regiões mais famosas
      • Bordéus
      • Borgonha
      • Vale do Ródano
      • Alsácia
    • Alemanha
    • Áustria
    • Itália com destaque para as regiões do Piemonte e Toscânia.
    • Espanha com destaque para Rioja e Ribera del Duero.
    • Portugal
    • Estados Unidos da América com destaque para a Califórnia.
    • Nova Zelândia
    • Austrália
    • Argentina
    • Chile
    • África do Sul
    • A Harmonização ou Maridagens entre o vinho e a comida

Preço: 100,00€

Formadores: Hildérico Coutinho/Luís Maia/Pedro Mota

Inscrevam-se através do e-mail: q.v.quovadis.2009@gmail.com ou do telemóvel 936055313.


terça-feira, 12 de julho de 2011

Ivy League - O Dia 9 - A Crónica

Eis o menu para o nono dia deste glorioso campeonato. Escolham bem as garrafas sff:

Entrada

Queijo e doce de cereja branca em processo criativo do Chef Motinha

Primeiro Prato

Chanfana de coelho

Segundo Prato

Alcatra maronesa com risotto de pimenta verde

Sobremesa

Terrina de chocolate e copo negro com mousse de manga

Data: 14 de Julho de 2011

Hora: 20h00

Preço: 30,00€

A CRÓNICA:

O jantar desta vez correu de forma diferente e sob sugestão do Império (quem pode recusar a tal entidade?) os vinhos foram servidos duplamente às cegas, isto é, os que foram assim servidos foram-no sem indicação nenhuma a não ser o prato que deveriam acompanhar. Infelizmente aí houve alguns tiros na água, algo que veio dificultar ainda mais a nossa já difícil vida.

Mas comecemos por identificar os jogadores e respectivos seleccionadores:

Murganheira Millésime 2004 Extra do Alexandre Braga
Kracher Muskat Ottonel Trockenbeerenauslese Nummer 1 2007 Alexandre Braga
Alzamora Grand Reserve Malbec 2002 Miguel Braga
Tapada de Coelheiros 1996 Hildérico Coutinho
Aurius 2003 Luís Império
Villa de Corullón 2005 João Romualdo
Alzamora Grand Reserve Syrah 2002 Isabel Braga
Quinta Vale D. Maria 2006 Pedro Sousa
Casa Lapostolle Cuvée Alexandre Merlot 2000 Orlando Costa
Kopke 10 Anos (engarrafado em 1982) Extra do Luís Império

Os dois primeiros vinhos, assim como o último, foram servidos às claras e o espumante extra deve-se à sede que costuma acometer a alguns dos convivas destes jantares. Quem é que dizia que era vinho a mais?

Se do primeiro não há muito a dizer, a não ser que foi bom para início de hostilidades, o mesmo não se pode dizer do segundo, um vinho intenso com aromas à Botritys, vibrante, guloso a desejar mais doçura naquela entrada que estava deliciosa mas alguns pontos abaixo do vinho. Este Kracher, elaborado com 100% desta casta de moscatel branco, também conhecida pelo nome de Muscat Rose à Petit Grains, é um dos vinhos de topo deste produtor austríaco incluído na gama Kracher Collection e só foi pena não termos provado desta colecção de 2007 o Scheurebe, que é uma casta pela qual sinto um fascínio incrível, mesmo se só a provei um par de vezes. Talvez para a próxima, não é assim meu caro Alexandre?

Os dois primeiros tintos, que acompanharam o coelho e deveriam ter tido a companhia de outros e o Malbec ficaria provavelmente melhor com a vaca, foram por mim facilmente identificados por saber que o meu só poderia ser o segundo e o primeiro alguém ventilou a origem ... Vitória nesta poule para o alentejano sem contudo encantar ninguém, até por que o couro chateia bastante o pessoal, mesmo sabendo nós que nesta altura era quase impossível não ter. Não deixa de ser curioso o facto de ninguém, dos quatro que tentaram comigo acertar nos vinhos, ter colocado aquele vinho no Alentejo. Dois colocaram-no no Dão, um no Douro e o Pedro, que esteve mais perto, falou em syrah e aragonês. Já o Argentino foi colocado por três na Bairrada e o Orlando colocou-o no Douro, algo que a meu ver tem mais a ver com esta casta.

Na poule seguinte, estavam também os melhores da noite e a vitória coube sem dúvida ao estilo Douro, já que o vencedor foi o Vale D. Maria, que apenas foi erradamente classificado pelo Império (estas entidades também erram!) e o segundo foi um vinho da Estremadura (agora chamam-lhe Lisboa) com o blend típico do Douro, o Aurius 2003. A realçar de facto o Vale D. Maria que se apresentou muito bem equilibrado entre doçura e taninos fortes mas sedosos, com profundidade de boca e sabores a frutas negras e chocolate. Delicioso! Eu comecei por apostar no Douro e depois fui para um Syrah no vinho do Eng. Bento dos Santos. O do Van Zeller adivinhei sem dificuldade, já que alguém falou antes do tempo que iria estar presente.

O Alzamora Syrah ficou em terceiro lugar e está bem. De tal modo me parece didáctico que acertei na casta mas errei no país. Apostei na Austrália.

O Merlot argentino foi o terceiro classificado e, no meu caso, foi um tiro ao lado. Contudo, acho que tenho aqui algumas atenuantes, já que não é a primeira nem a segunda vez que vejo um Merlot com os aromas e sabores do pimento verde, típico da Cabernet Sauvignon, que tinha sido a minha aposta e não sendo australiano, a minha aposta, é de um país do novo mundo, o Chile.

O Corullón ficou em 5º lugar e foi para mim uma surpresa completa. Desde a classificação à forma como se apresentou, pois eu bebi-o recentemente e estava muito macio, algo que aqui não se notou, pois a acidez foi a sua imagem de marca, de maneira que comecei por apostar no Dão e acabei nos EUA, mas tinha sido mais inteligente se tivesse ficado quieto, pois de um vinho de Bierzo, elaborado com a casta Mencia, o mais próximo deveria ser um Jaen do Dão, apesar das minhas dificuldades em encontrar no Dão vinhos com a qualidade dos que já bebi desta pequena região de Espanha.

Digamos que globalmente não nos portámos mal, no que às adivinhas diz respeito e fica por falar naquele que foi o MVP da jornada, ainda que tangencialmente, numa luta renhida com o Vale D. Maria e o Kracher.

Para mim foi fantástico ter tido a oportunidade de beber outro Tawny, num espaço de tempo tão curto, que apresentava aquela evolução em garrafa de que o Dirk falava que os Tawnys podem ter. Bom, este, ao contrário do 30 anos que tínhamos bebido recentemente, apresentava claramente essa evolução, assim como apresentou um depósito pouco normal neste tipo de vinhos. Tudo isto com a vantagem extra de neste caso, não haver dúvidas para ninguém: a evolução foi claramente positiva. Nunca se viu tanta gente cantar loas a um Tawny de 10 anos enaltecendo o vinagrinho bem envolto na doçura e untuosidade que ainda apresentava proporcionando um final de boca longo e delicioso. Notável na minha modesta opinião! Fica apenas uma dúvida, será que isto ainda pode acontecer a um 10 anos engarrafado mais recentemente com as técnicas de estabilização do vinho muito mais desenvolvidas? Responda quem souber.

Não posso acabar esta já longa prosa sem contar a forma como esta pérola veio a jogo. O Luís "justificou" a vinda deste jogador extra dizendo que tinha aberto a garrafa no dia anterior, em casa, na companhia da sua pessoa. Achou o vinho extraordinário e resolveu trazê-la para a poder partilhar connosco. Não conheço outro gesto, tão altruísta, para se demonstrar AMIZADE.

OBRIGADO LUÍS.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Jantar de Homenagem ao Chef Santi Santamaria


Para acabar em beleza o mês de Junho teremos um evento que esperamos mediático, pois iremos homenagear o mítico Chef catalão Santi Santamaria que recentemente faleceu com apenas 53 anos e primeiro espanhol a conseguir as tão almejadas 3 estrelas Michellin com o seu famoso Can Fabes Restaurant, algo que, por sinal, nenhum restaurante em Portugal conseguiu.

Para o fazer vamos elaborar um menu mínimo de 5 pratos da autoria deste fantástico Chef, que tinha uma querela bem mediática com o famoso Ferran Adriá do não menos conhecido El Bulli, dizendo que este fazia uma cozinha tecnoemocional em vez de seguir o caminho da reinvenção da tradição, pois dizia Santi Santamaria acerca do caviar de melão: “… peixes não desovam melão e, tampouco, melão produz ovas” e qualquer coisa como “… peixe é peixe e não tem de saber a carne…”.


JANTAR ENOGASTRONÓMICO

HOMENAGEM AO CHEF SANTI SANTAMARIA


MENU:


1º Momento:

Foie con berenjenas en 2 cocciones

Vinho:

Amantis Branco 2007


2º Momento:

Hinojos en escabeche rellenos

Vinho:

Dona Maria Branco 2008


3º Momento:

Calamar de potera con hierbas de mar

Vinho:

Amantis Branco 2008


4º Momento:

Supremas de pichón con flores de calabacín

Vinho:

Dona Maria Branco 2009

Amantis Reserva Tinto 2006

Dona Maria Reserva Tinto 2006


5º Momento:

Tubo de chocolate con crema de vainilla

Vinho:

Porto Vintage Novo e Secreto



Data: 8 de Julho

Hora: 20h30

Preço por pessoa: 60,00€

sábado, 25 de junho de 2011

Curso de Iniciação à Prova de Vinhos - Nível 2


No Quo Vadis? em Matosinhos nos dias 2 e 9 de Julho de 2011 entre as 10h00 e as 14h30 com almoço opcional, mas aconselhável.

1ª Sessão (02/07)

As condições ideais para o armazenamento do vinho.
O serviço de vinhos.
As temperaturas de serviço.
Os utensílios e os copos.
França e algumas das suas regiões mais famosas (Bordéus, Borgonha, Vale do Ródano e Alsácia)

2ª Sessão (09/07)

Alemanha
Áustria
Itália com destaque para as regiões do Piemonte e Toscânia.
Espanha com destaque para Rioja e Ribera del Duero.
Portugal.
Estados Unidos da América com destaque para a Califórnia.


CURSO DE INICIAÇÃO À PROVA DE VINHOS - NÍVEL II



Preço: 100,00€
Formadores: Hildérico Coutinho/ Luís Maia/ Pedro Mota

sexta-feira, 24 de junho de 2011

IVY LEAGUE - O DIA 8 - A Crónica



Para os interessados e já inscritos aqui vai o menu previsto para o dia 28 de Junho de 2011:

*

Sopa fria de morango com pancetta crocante e quenelle de queijo

**

Tulipa de parmesão com cuscuz e gambas

***

Magret de pato com crostata de riso

****

Tarte de gema com sorvete de citrinos


Data: 28 de Junho de 2011

Hora: 20h00

Local: Quo Vadis?


CRÓNICA:

Eis o que os treinadores resolveram trazer a jogo para esta jorna, pela ordem de prova:

- Filipa Pato 3B -- Brinde do Luís Império ou desculpa pelo atraso, mas seja como for podes continuar!
- Concha y Toro Amelia 2005 (Casablanca Valley) -- Orlando Costa
- Niepoort Redoma Reserva branco 2008 (Douro) -- André Antunes
- Niepoort Luz 2007 (Douro) -- Pedro Sousa
- G. Huet Le Haut Lieu Sec 1962 (Vouvray) -- Alexandre Braga
- Periquita Superyor 2008 (Terras do Sado) -- Miguel Braga
- Niepoort Charme 2006 (Douro) -- Luís Império
- Niepoort Spitzerberg 2007 (Carnuntum) -- Hildérico Coutinho
- Leitz Beerenauslese 2006 (Rheingau) -- Isabel Braga

Parecia a reunião dos fãs do Dirk Niepoort, tal a quantidade de vinhos com a sua assinatura. Bom, na verdade somos e não o queríamos confessar, mas isto não foi combinado e vem também demonstrar que os vinhos dele se bebem. Essa é a maior satisfação que o Jorge Moreira tem e tenho a certeza que o Dirk pensa do mesmo modo, que ficam felizes por ver as suas garrafas consumidas em vez se serem troféus em casa de coleccionadores.

Não foi contudo um vinho do Dirk que nos deixou desde logo com palpitações, mas sim um vinho especial e que por isso mesmo foi servido às claras e com todos os mimos, pena foi no entanto que tivesse tido a garrafa dias antes, pois fiquei com a quase certeza de que este era um vinho que merecia ter sido decantado por muitas e muitas horas e muito provavelmente dias! Falo-vos como muitos de vós já adivinharam, daquele vinho branco de 1962 (!!) de Vouvray, pequena região do Vale do Loire central, criada em 1936 e que apesar do tamanho alberga uma alargada variedade de estilos de vinho. O que nos calhou em sorte era seco e começou por apresentar aromas minerais intensos com um bocadinho de mel e na boca não desiludia nadinha. Com o tempo e maior temperatura, os aromas ficaram muito parecidos com os que se encontram num bom Sauternes e é por isso que desconfio que pode e deve ter decantações prolongadas. Por isso e por ter já bebido um Chenin Blanc de 1996 com uma decantação de 96 horas que estava fenomenal.

Depois do que foi dito creio que não será preciso dizer qual foi o MVP da jornada e só nos resta agradecer ao amigo Alexandre Braga esta generosidade imensa de partilhar estas delícias connosco.

Depois disto quase não apetece falar dos outros, mas como suponho que é mais provável que tenham em casa os outros vinhos aqui vão as nossas reacções sendo que pela segunda semana consecutiva ninguém se enganou no que estava a beber:

Dos restantes brancos alguma desilusão para o Luz, que com um nome desses também não podia ser grande coisa ... Apresentou aromas minerais e sabores metálicos ligeiros evidenciando uma não agradável evolução. Seria da armazenagem?

O Redoma mais uma vez desiludiu-me pessoalmente e não deixou ninguém excitado. Demasiado curto e pouco impacto inicial na boca para tantos e tão bons pergaminhos. Provei e apreciei bastante mais o 2009 que bebi recentemente.

O melhor foi mesmo o Amelia que apesar de já não se encontrar na sua melhor forma e ter sido algo pesado para alguns, a mim ainda me fascinam os aromas vegetais da azeitona misturado com frutas tropicais tipo manga. Na boca é gordo e pesado sim, mas com acidez suficiente para conseguir ser um elegante elefante numa loja de cristais.

Nos tintos a vitória coube ao Charme apesar de alguma oposição por parte do Ritzenberg, um vinho da casta Blaufraenkisch, elaborado ao estilo do Charme na região austríaca de Carnuntum pelo nosso Dirk. Como patinho feio ficou o Periquita, que como o nome sugere tem a casta Castelão como esqueleto e com uns toques de Cabernet Sauvignon e a Tinta Francisca do Douro que começa a dar sinais de ser coisa séria. Este vinho apresenta-se actualmente muit ofechado com alguns aromas químicos e que poderá virar um belo cisne, mas de momento a aposta é no mínimo arriscada.

Para acabar tivemos um sempre agradável riesling mas que desta vez nos deixou um pouco ... creio que estamos a ficar muito mal habituados!!!




terça-feira, 14 de junho de 2011

Massada de Cherne com Eng. Lavado Pereira


Na 5ª feira, um grande cliente e amigo do Quo Vadis? vem exemplificar como se faz uma deliciosa massada de cherne, não se assustem que não é o Durão Barroso, com as verdadeiras malaguetas angolanas, mais conhecidas por jindungo e proporcionar uma noite de verdadeira confraternização.

O nosso Chefe de Trás-de-orelha é nada mais nada menos que o meio-africano Eng. Lavado Pereira. Quem se atreve a perder?

O menu vai ser composto por entradas diversas na mesa, a dita cuja massada e sobremesa e vai custar 20,00€. Quem quiser trazer vinho é extremamente bem-vindo e a inscrição prévia é obrigatória.