segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ivy League - O Dia XIII - A Crónica



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Colorido de legumes com tofu
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Timbale de risotto recheado com tamboril estufado no forno
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Empada de pizza picante com queijo e radicchio
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Creme de leite com fruta desidratada


Data: 20 de Setembro de 2011
Hora: 20h00
Preço: 25,00€

A CRÓNICA:
Antes de mais os vinhos, pela ordem de serviço, e os respectivos seleccionadores:

Villa Maria Chardonnay Cellar Selection 2007 (Nova Zelândia) - Orlando Costa (8º lugar)
Chateau De Blagny - Louis Latour 2007 (Meursault-Blagny) - Alexandre Braga (3º)
Château Carbonnieux Grand Cru Classé 2003 (Graves - Bordéus) - Pedro Mota (2º)
Don Baltazar Viognier-Chardonnay 2004 (Argentina) - Hildérico Coutinho (4º)
Cerequio - Michelle Chiarlo 1993 (Barolo) - Luís Maia (6º)
Ícone - Herdade do Peso - 2007 (Alentejo) - Isabel Braga (5º)
Herdade das Servas Reserva 2003 (Alentejo) - Luís Pereira (7º)
Eitelsbacher Auslese Nr. 33 Riesling 2005 (Mosel-Saar-Ruwer) - Miguel Braga (1º)

Comecemos pela comida que esteve em bom plano com uma pequenina ressalva, o raio do tofu nem cozinhado por quem sabe consegue escapar. É de facto uma coisa desenxabida que só com muito esforço e com o fim único de encher acabou consumida. Admiro, ou melhor, lamento, quem consegue usar este produto como base da sua alimentação.

Temos de proibir por uns tempos as aparições dos rieslings ou corremos o risco de não ganhar nada. Este Auslese, ao contrário do que foi servido na anterior jornada, tinha açúcar residual e a verdade é que estes vinhos com apenas 9% de álcool, mas com uma acidez e mineralidade lá em cima a amenizarem o açúcar são absolutamente divinais. Ganhou por unanimidade.

A minha prestação no que aos acertos em prova cega diz respeito foi fraquinha, 3 em 7, e por incrível que pareça o Luís acertou em todos assim como o Alexandre e o Miguel. Devo ter falhado tanto por ser tão fácil ...

Agora a sério, dois dos que troquei, os brancos da Nova Zelândia e de Bordéus apercebi-me ao provar pela segunda vez, depois de aquecer e abrir um pouco mais, o bordalês que deveria estar equivocado. Diga-se até, que o segundo lugar obtido pelo Carbonnieux foi conseguido aquando da percepção de que afinal este é que deveria ser o tal. No entanto ele desiludiu todos os que o já tinham provado anteriormente e esperavam bem mais dele. Quem sabe se daqui a um ou dois anos não estará no seu momento ideal?

O Château de Blagny foi facilmente detectado pela belíssima madeira que apresentava e sobre tudo pela intensa mineralidade, que se encontra com mais facilidade em Chablis do que em Meursault. Curioso o facto de ser um Château numa região quase desprovida deles.

O Don Baltazar continua a mostrar-se muito bem e só foi penalizado por a acidez estar a ficar menos óbvia com a evolução do vinho para sabores mais melados.

Desilusão com os tintos de uma forma geral e em particular com o Barolo, mas também com o Ícone, que para um nome tão presunçoso tem claramente de melhorar.

As Servas já não estão tão roliças como eram há um par de anos atrás ...

O último lugar ficou para o Villa Maria, mas também tem de se dar um desconto por ter sido servido fora da temperatura aconselhada. Mea culpa.

Segue a habitual convocatória para a próxima jornada:
Dia 6 de Outubro à hora habitual no sítio do costume.

Inscrevam-se depressinha!!

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